Deputado bolsonarista Daniel Silveira é preso em Petrópolis

A prisão de Daniel Silveira (PSL) foi determinada, pelo Ministro Alexandre de Moraes, do STF depois que o bolsonarista publicou um vídeo, no YouTube, com uma série de agressões e xingamentos a ministros do Supremo.

Por determinação do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso pela Polícia Federal na noite desta terça-feira (16), no Rio de Janeiro.

O ministro do STF argumentou, no despacho que determinou a prisão, que o transgressor publicou, em redes sociais, um vídeo com ofensas, ameaças e pedidos de fechamento do Supremo Tribunal Federal.

Extremamente surtado, Silveira afirmou no vídeo que os onze ministros do STF “não servem pra porra nenhuma pra esse país”, “não têm caráter, nem escrúpulo nem moral” e deveriam ser destituídos para a nomeação de “onze novos ministros.” Ele foi ainda mais longe e citou o nome de seus ministros em seu ataque alucinado: Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli.

Na decisão da Corte, Moraes determinou que poderia ser cumprido “imediatamente e independentemente de horário por tratar-se de prisão em flagrante delito”. Por se tratar de deputado federal, a prisão precisa passar pelo crivo da Câmara, mesmo em caso de flagrante e por crime inafiançável. Dessa forma, Alexandre de Moraes também determinou que o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), deve ser “imediatamente oficiado para as providências que entender cabíveis”.

O ministro do STF alegou que o deputado tem conduta reiterada no crime e lembrou que Daniel Silveira é investigado, a pedido da Procuradoria Geral da República – PGR, por ter se “associado com o intuito de modificar o regime vigente e o Estado de Direito, através de estruturas e financiamentos destinados à mobilização e incitação da população à subversão da ordem política e social, bem como criando animosidades entre as Forças Armadas e as instituições”.

Alexandre de Moraes argumenta que a reiteração dessas condutas por parte do bolsonarista é gravíssima, pois atenta contra o Estado Democrático de Direito brasileiro e suas Instituições republicanas. “Imprescindível, portanto, medidas enérgicas para impedir a perpetuação da atuação criminosa de parlamentar visando lesar ou expor a perigo de lesão a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito”, afirmou.

O deputado bolsonarista é investigado pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito que mira o financiamento e organização de atos anti-democráticos em Brasília. Em junho, ele foi alvo de buscas e apreensões pela Polícia Federal e teve o sigilo fiscal quebrado por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

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