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O horror dos presos políticos na Nicarágua

O horror dos presos políticos na Nicarágua
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Depois de serem exilados e despojados de sua nacionalidade, alguns opositores nicaraguenses narraram o que sofreram na prisão por meses ou, até mesmo, por anos apenas por terem feito oposição ou simplesmente criticado o regime tirânico de Daniel Ortega.

Todos os relatos desses opositores coincidem e descrevem aspectos aterradores sobre as desumanas condições que tiveram que suportar privados injustamente de sua liberdade. Celas minúsculas, completamente escuras e tendo como banheiro apenas um buraco no chão.

Os presos políticos não só são submetidos ao isolamento físico com prolongados períodos sem qualquer tipo de comunicação, mas também são vítimas de tortura psicológica, sujeitos a interrogatórios diários. Aqueles que têm filhos menores foram privados de vê-los por um ano.

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Os castigos vão desde chantagem emocional, ameaças de transferência para celas ainda menores e com piores condições, chegando até mesmo ao confisco dos alimentos levados até a prisão por seus familiares, privando-os também de medicamentos e bebidas.

O horror dos presos políticos na Nicarágua
Presos políticos na Nicarágua são submetidos a celas minúsculas, escuras e sem condições básicas de higiene, além de serem sujeitos a tortura psicológica e privados de comunicação e visitas.

Em julho de 2022, o Comitê contra a Tortura das Nações Unidas emitiu um relatório sobre a situação na Nicarágua, denunciando o abuso cometido contra dos detidos de lá.

De acordo com o documento, os presos políticos foram submetidos a um regime de incomunicação de até 90 dias, enquanto os interrogatórios eram realizados sem a presença de advogados. O documento também relata que, em algumas ocasiões, houve espancamentos, ameaças e privação do sono, sendo até mesmo negado o acesso a qualquer tipo de atendimento médico.

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Victoria Cárdenas, esposa do líder opositor e pré-candidato à presidência Juan Sebastián Chamorro, denunciou as péssimas condições das prisões. Sua declaração foi contundente: “A Nicarágua é uma grande prisão porque as pessoas, quando não estão presas ou no exílio, estão aterrorizadas e silenciadas dentro da Nicarágua.”

O casal Ortega-Murillo decidiu institucionalizar um estado policial na Nicarágua por meio da aprovação de leis que limitam o exercício de direitos fundamentais, normalizando a vigilância, o controle e o autoisolamento. Somente uma pressão internacional firme e coesa forçará o governo de Ortega a adotar medidas para cumprir com suas obrigações mínimas de direitos humanos. Ainda há muitos presos políticos cujo destino é desconhecido.

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